quinta-feira, 4 de julho de 2013

Confira as dez carreiras de nível superior com maior expansão de vagas no Brasil

Segundo matéria publicada na revista veja on line estas são as 10 profissões que mais criaram vagas nos últimos anos. 
1º lugar - Análise de TI
Entre janeiro de 2009 e dezembro de 2012, foram criados 49.535 postos de trabalho para analistas de tecnologia da informação (TI). Ou seja, a cada cem novas vagas de nível superior, 16 surgiram nessa área. Entre janeiro de 2009 e dezembro de 2012, foram criados 49.535 postos de trabalho para analistas de tecnologia da informação (TI). Ou seja, a cada cem novas vagas de nível superior, 16 surgiram nessa área.
2º lugar - Enfermagem
A segunda carreira de nível superior cujo número de vagas registrou maior crescimento foi a de enfermagem: nove em cada cem novos postos de jornada integral apareceram nesse setor, totalizando 27.282 novos empregos.A segunda carreira de nível superior cujo número de vagas registrou maior crescimento foi a de enfermagem: nove em cada cem novos postos de jornada integral apareceram nesse setor, totalizando 27.282 novos empregos.
3º lugar - Relações públicas, publicidade, mercado e negócios
Na terceira colocação, aparecem relações públicas, publicidade, mercado e negócios: juntas, elas somaram 20.853 novos postos de trabalho.Na terceira colocação, aparecem relações públicas, publicidade, mercado e negócios: juntas, elas somaram 20.853 novos postos de trabalho.
4º lugar - Secretariado executivo
Foram criadas 14.017 vagas na área. Proporcionalmente ao número de habitantes, os estados que mais empregaram foram Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e Roraima. Foram criadas 14.017 vagas na área. Proporcionalmente ao número de habitantes, os estados que mais empregaram foram Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e Roraima.
5º lugar - Farmácia
Farmacêuticos preencheram 13.897 novos postos de trabalho no país. As maiores concentrações relativas foram verificadas nos estados de Amazonas, Acre, Rondônia e Piauí.Farmacêuticos preencheram 13.897 novos postos de trabalho no país. As maiores concentrações relativas foram verificadas nos estados de Amazonas, Acre, Rondônia e Piauí.
6º lugar - Administração
Em sexto lugar, aparecem os administradores, que ocuparam 11.469 novos postos de trabalho.Em sexto lugar, aparecem os administradores, que ocuparam 11.469 novos postos de trabalho.
7º lugar - Engenharia civil
A área respondeu por 11.371 novos postos de trabalho entre janeiro de 2009 e dezembro de 2012.A área respondeu por 11.371 novos postos de trabalho entre janeiro de 2009 e dezembro de 2012.
8º lugar - Recursos humanos
Profissionais de recursos humanos também se destacaram no ranking, com a criação de 8.536 vagas. Profissionais de recursos humanos também se destacaram no ranking, com a criação de 8.536 vagas.
9º lugar - Advocacia
Logo atrás dos profissionais de recursos humanos estão os advogados, que preencheram 8.414 vagas.Logo atrás dos profissionais de recursos humanos estão os advogados, que preencheram 8.414 vagas.
10º lugar - Magistério (1ª a 4ª série do ensino fundamental)
Outros 7.672 novos postos de trabalho para profissionais de nível superior foram destinados a professores do ensino fundamental, especificamente os que lecionam de 1ª a 4ª série (2º ao 5º ano).Outros 7.672 novos postos de trabalho para profissionais de nível superior foram destinados a professores do ensino fundamental, especificamente os que lecionam de 1ª a 4ª série (2º ao 5º ano).

Inscrições para o Mestrado de Matemática - PROFMAT estão abertas.


O PROFMAT - Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional é um curso semipresencial, com oferta nacional, realizado por uma rede de Instituições de Ensino Superior, no contexto da Universidade Aberta do Brasil, e coordenado pela Sociedade Brasileira de Matemática.
O PROFMAT visa atender professores de Matemática em exercício no ensino básico, especialmente na escola pública, que busquem aprimoramento em sua formação profissional, com ênfase no domínio aprofundado de conteúdo matemático relevante para sua atuação docente. O Programa opera em ampla escala, com o objetivo de, a médio prazo, ter impacto substantivo na formação matemática do professor em todo o território nacional.

Os objetivos do PROFMAT são consistentes com a missão estatutária da SBM de "Estimular a melhoria do ensino de Matemática em todos os níveis" e também vem ao encontro da Proposta de Lei PL-8035/2010 (Plano Nacional de Educação), que coloca como um dos objetivos nacionais para o decênio 2011 - 2020 "Formar cinquenta por cento dos professores da educação básica em nível de pósgraduação lato stricto sensu e garantir a todos formação continuada em sua área de atuação".
O PROFMAT foi recomendado pelo Conselho Técnico-Científico da Educação Superior – CTC-ES da CAPES, em sua reunião, realizada nos dias 25 a 29 de outubro de 2010. O Programa é coordenado pelo Conselho Gestor e pela Comissão Acadêmica Nacional, que operam sob a égide do Conselho Diretor da Sociedade Brasileira de Matemática, e é executado pelas Comissões Acadêmicas Locais das Instituições Associadas.
As inscrições ficarão abertas até o dia 07 de julho de 2013.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Novidades no Blog Tecnologias na Educação

O Blog esta prestes a completar 04 anos no ar. Ao longo de todos esses anos muitas séries foram iniciadas e pausadas. peço desculpas mas nem sempre consigo atualizar o Blog. Sabe como é Professor tem muitas provas para corrigir. Aulas para planejar. Muitas carga horária de trabalho. No entanto, apesar de todas as barreiras continuaremos postando muita coisa boa sobre Educação e Tecnologias. Para os próximos dias teremos muitas novidades. Muita coisa boa vem por ai.


  • A Série Planos de Aulas será retomada;
  • Lançamento da série Vida de Professor - tirinhas em quadrinhos - quadrinhos feio que não sei desenhar direito;
  • Série Linguagens de Programação - vamos conhecer um pouco sobre as principais linguagens de programação existentes e sua importância para a computação atual;
  • Mais jogos de Perguntas e respostas em Flash;


Lembrando que este é um blog de autoria e sempre que usamos textos ou imagens de outros blogs e sites colocamos as referências.
Enfim, muitas novidades pela frente. Acessem. Fiquem a vontade para comentar. 

Comemorações de 4 anos do blog, participem!

Olha só gente o blog vai comemorar 04 anos de criação dia 8 de agosto para comemorar vou sortear 10 camisetas do blog em agosto. para ganhar basta comentar qualquer post. Todos os comentários postados a partir de hoje 21/06 estarão participando. Boa sorte!

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Jogo Educativo para Economizar Energia Elétrica

A Eletrobras Distribuição Piauí juntamente com a ONG Bio-Terra realizaram na cidade de Floriano a culminância do Projeto Multiplicar Energia, programa realizado em parceria com Escolas estaduais e municipais das cidades de Floriano e Guadalupe.
O Centro Estadual de Educação Profissional - Calisto Lobo, participou do projeto atingindo o 3º lugar. Os estudantes e professores da instituição além da mobilização social da comunidade escolar levaram a culminância do projeto um joguinho feito em flash pelos alunos da turma 207 e pelo Professor Sebastião Assunção.
O jogo trás perguntas relevantes sobre a economia de energia elétrica e dicas para que todos possam aprender um pouco sobre como melhorar o meio ambiente e preservar a natureza.
https://sites.google.com/site/saadonfilho2/jogo-ceep.swf
Divirtam-se!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Projeto Uca chega às Escolas do Campo

O Projeto UCA - Um Computador Por Aluno, chegará em 2013 às escolas do Campo. A cidade de Floriano será beneficiada com 03 escolas. A Coordenação municipal já começou a criar uma estratégia de trabalho para a implantação do projeto nas escolas. Vejam matéria publicada no site do Governo Federal.

O atendimento do Programa Nacional de Tecnologia Educacional (Proinfo) será ampliado a 35.440 escolas do campo, localizadas em 4.112 municípios doPaís. A iniciativa é do Ministério da Educação (MEC) e faz parte das metasdo Programa Nacional de Educação doCampo (Pronacampo). 
Entre as medidas previstas, está a entrega de computadores portáteis a 50 mil estudantes de 4.890 escolas de pequeno porte, por meio doprograma Um Computador por Aluno. Serão distribuídos, ainda, computadores interativos para 30.255 escolas, além de cinco mil laboratórios de informática, em 3.913 escolas, que atenderão quase 983 mil estudantes. Os equipamentos serão entregues em 2013.
A ampliação da participação das escolas docampo no Proinfo tem como meta contribuir para a inclusão digital por meio da ampliaçãodo acesso a computadores, a conexão à rede mundial de computadores e a outras tecnologias digitais, beneficiando a comunidade escolar e a população próxima às escolas do campo. A Portaria nº 68, publicada no Diário Oficial da União do dia 9 de novembro, determina que o MEC viabilize e garanta a entrega e instalação dos equipamentos nas escolas.
Os gestores municipais têm até o dia 30 de novembro para manifestar, por meio doSistema de Gestão Tecnológica (Sigetec)do MEC, o interesse em receber os equipamentos e informar a infraestrutura já instalada no local.

Proinfo

O Programa Nacional de Tecnologia Educacional (Proinfo) é um programa educacional que tem o objetivo de promover o uso pedagógico da informática na rede pública de educação básica.
O Proinfo leva às escolas computadores, recursos digitais e conteúdos educacionais. Em contrapartida, estados, Distrito Federal e municípios devem garantir a estrutura adequada para receber os laboratórios e capacitar os educadores para uso das máquinas e tecnologias.

Pronacampo
Lançado este ano, o Programa Nacional de Educação do Campo tem o objetivo de atender escolas rurais e quilombolas com ações em quatro eixos: gestão e práticas pedagógicas; formação de professores; educação de jovens e adultos; e educação profissional e tecnológica.
O objetivo é formar agricultores em universidades e em cursos técnicos para que apliquem os conhecimentos adquiridos em ações que elevam a produtividade naspequenas propriedades e garantam a distribuição de renda. O programa atenderáescolas rurais e quilombolas.
O Pronacampo trabalha a educação contextualizada, ou seja, promovendo a interação entre conhecimento científico e os saberes das comunidades.

Artigo: Os (des)caminhos do UCA no Brasil, artigo de Nelson Pretto

Artigo publicado no Jornal da Ciência em agosto do ano passado e que sintetiza de forma bem clara o sentimento das pessoas envolvidas no Projeto UCA.


A situação educacional brasileira - para ficarmos apenas no nosso caso - é complexa e demanda um olhar mais amplo para todo o sistema. Gostaria de focar no texto deste mês o uso das tecnologias na educação básica, obviamente não deixando de concentrar meu olhar para as condições de formação e trabalho dos professores e a relação destes com as tecnologias digitais de informação e comunicação.

De uma maneira bastante equivocada, a meu ver, o MEC praticamente interrompeu o programa Um Computador por Aluno, sem nem mesmo ter sido possível se fazer uma profunda avaliação do que significaram os cinco anos do projeto no Brasil. As cinco primeiras escolas entraram no experimento inicial no ano de 2007 e a constatação deste abandono, entre tantas outras que bem conhecemos por estarmos envolvidos no programa, está no próprio site oficial do UCA - www.uca.gov.br: a última notícia publicada é, pasmem, do final de 2010!

Aliás, parece que esta tem sido uma estratégia política do governo Dilma: mantém as políticas e projetos, sem dizer que acabou, mas não dá força suficiente aos mesmos para que possam ser alavancados para outros patamares. Outro exemplo evidente disso é o programa TelecentrosBr, objeto de contundente crítica durante o último Fórum da Internet no Brasil, acontecido em Recife em início de julho passado e que já mencionei aqui no texto anterior.

Desde o início do Programa UCA, foi instituído um grupo de trabalho (GTUCA) com renomados colegas, profissionais especializados no tema, cuja proposta era a de atuar, em teoria, em três frentes: formação, avaliação e pesquisa. Muito aconteceu ao longo deste período, mais escolas entraram no Programa, passamos de piloto para pré-piloto, foi realizada uma consulta de preços para que os estados e municípios pudessem adquirir eles próprios mais computadores mas, o que se observou ao longo destes anos - diferente de outros países latino-americanos -, é que o programa, efetivamente, só decolou onde, de fato, os professores e as secretarias municipais de educação o assumiram como deles.

Em parceria com o CNPq foi lançado um edital para realização de pesquisas, estando as mesmas em andamento, sem resultados para serem analisados e considerados. Do GTUCA não se viu nada de concreto além da formação dos professores para utilizarem o computador, formação essa que muito deixou a desejar, sendo por demais criticada em função de perspectiva instrumental de uso das máquinas. Enquanto isso, uma fenomenal burocracia faz daqueles que tentam trabalhar na formação dos professores verdadeiros escravos de formulários onlines e papéis impressos a serem enviados para Brasília.

Quase nada foi socializado, não se avaliou o pouco divulgado (inclusive a pesquisa encomendada para a Fundação Pensamento Digital http://www.pensamentodigital.org.br/) e, com isso, gerou-se uma frustração enorme nos alunos, professores e pesquisadores que estudam o tema. Não uma frustração romântica, de quem tem uma paixão inexplicável pela tecnologia, mas uma frustração pela inadequada e equivocada condução de uma política pública que poderia estar fazendo diferença na busca de uma radical transformação da educação pública no País.

Um dado curioso na questão é a posição da mídia em relação ao programa. Tão logo - e, de fato, de forma inesperada - o MEC anunciou a compra de tablets para os professores do ensino médio, observou-se uma crítica generalizada sobre a iniciativa.

De forma correta, questionou-se a não continuidade do UCA e a falta de avaliação do que esse programa significou. Mas, o mais interessante de tudo foi a crítica feroz feita por jornais e jornalistas ao fato de se estar propondo a compra de tablets para os professores sem uma necessária preparação dos mesmos para o uso dos equipamentos. Muito curiosa essa argumentação uma vez que, certamente, não me consta que os jornalistas tenham tido cursos para poderem usar smartfones, tablets, notebooks e outros aparatos tecnológicos contemporâneos. O que se vê - e não só no caso dos jornalistas, mas de toda a população - é que esses apetrechos digitais vão sendo incorporados à vida cotidiana de cada cidadão e, assim, de forma quase automática, no seu exercício profissional. Estarão esses jornalistas achando que nós, os professores, não somos capazes de utilizar esses equipamentos sem um curso de como mexer o dedinho para a busca de uma informação ou para a escrita de um texto?

Qualificar o trabalho cotidiano dos professores é fundamental se temos como meta modificar a realidade educacional do País. Essa qualificação passa por compreender que a presença das tecnologias digitais é importante para que o professor entenda o seu uso e de que forma elas passaram a modificar a maneira como se faz ciência e como se dá o pensar contemporâneo. O que se viu, na formação proposta - e praticamente a única ação além da distribuição dos computadores e da encomenda das pesquisas ao CNPq - foi uma formação centrada numa lógica instrumental sobre o uso das máquinas. E não é isso o que mais precisamos. Esse aprendizado prático, operacional, se dará quase de forma automática se tivermos professores fortalecidos enquanto intelectuais que, de fato, necessitam ser.

Assim, a questão de fundo é não compreender as tecnologias digitais como meras ferramentas auxiliares dos processos educacionais, o que, lamentavelmente, parece estar sendo o comum. Busca-se, o tempo todo, quando se fala de tecnologias e educação, "embarcar" pedagogia no equipamento. Quero dizer com isso que insiste-se na ideia de que precisamos de um equipamento pedagógico e não simplesmente de um computador, tablet, máquina fotográfica digital e todas as demais tecnologias, desde o lápis, para que esses equipamentos possam, ao serem utilizados na escola por professores qualificados, se constituírem em equipamentos de produção de conhecimentos e de culturas e não em meros reprodutores de cursos preparados alhures. (Dizem por aí que uma das ideias do MEC é pagar a tradução de um curso não sei de onde para embarcar nos tablets que irão para os professores do ensino médio no novo programa!)

Claro que essa perspectiva mais ampla demanda uma formação do professor para além do simples ensino de técnicas para usar os equipamentos. Demanda uma formação que inclua, também, lhe possibilitar adentrar plenamente no universo da cibercultura e, para tal, nada melhor do que viabilizar que os mesmos possam ter acesso aos equipamentos para que possam soltar a sua imaginação, navegar na rede e, também, se perder por este universo de imagens e informação. Isso, certamente, colocará os professores mais antenados com o que acontece no mundo, no País e em sua cidade, ao mesmo tempo em que poderão, com o auxílio e o estímulo dos seus jovens alunos, contribuir com a escrita da história do nosso planeta.

Uma política com esta perspectiva, não deixa de lado os laboratório de informática, os computadores portáteis do modelo 1 a 1 (UCA), o apoio à constituição de bibliotecas e tudo mais que possa estar presente na escola, transformando-a naquilo que denomino de um ecossistema pedagógico, rico em ciência e cultura, pleno de criação e de ativismo, tanto de professores como alunos.

Nelson Pretto é professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e secretário regional da SBPC-BA. Artigo publicado em 10 de agosto de 2012, no portal Terra Magazine.